Trabalhar para o bronze

Publicado por: Milu  :  Categoria: FLAGRANTES DA VIDA, Trabalhar para o bronze

Bronze

“Acho que estou ficando louco, mas enfim, enquanto estiver aproveitando, tudo bem.”

OZZY OSBOURN

É isso mesmo! Trabalhar para o bronze!  Chegada ao bem merecido fim-de-semana e  com a canícula a fazer-se sentir, apeteceu-me ir até à praia! E fui! Está iniciada assim a minha época balnear, que é como quem diz, uma época para trabalhar o bronze, porque para tomar banho de água fria, nem pensar, não tenho assim tanto calor! S. Pedro de Moel é a minha praia preferida até porque dista da minha casa cerca de oito Km e ao longo da costa, por ali perto, não faltam sítios  agradáveis para se passar uma tarde em beleza. Ontem, sexta-feira, estive aqui e lembrei-me de tirar estas fotos para ilustrar o bem que me senti!  Estava-se lá mesmo bem! Não foi de modo algum um daqueles dias que obriga ao uso dos espalhafatosos guarda-ventos e que nos faz cair no ridículo, porque demonstra o quanto o ser humano gosta de se castigar! Hoje não vou,  tenho outros projectos, se tudo correr bem, espero!

Foi aqui, que ontem estive! Ah, a vida é bela…

S. Pedro de Moel

Praia de S.Pedro de Moel

Praia de S.Pedro de Moel

Praia de S.Pedro de Moel

Praia de S.Pedro de Moel

PRÉMIO LEMNISCATA

Publicado por: Milu  :  Categoria: Prémio Lemniscata, PRÉMIOS

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“Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu, os meus amigos.”

VIRGINIA WOOLF

Foi com elevada estima que recebi o prémio Lemniscata, que o Blog Rei dos Leitões decidiu consagrar ao meu espaço, humilde recanto dos meus desafogos e confissões de estados de alma. E este prémio é tanto mais valioso quanto o apreço que sinto pelo Blog que mo atribuiu, pelo talento que nele vejo reflectido, através do geniais textos que nos oferta e que já por diversas vezes tiveram o mérito de me arrancar um sorriso dos crispados lábios, qual providência do destino, logo naqueles dias difíceis, em que me levanto da cama mal enfronhada e capaz de partir os cornos ao primeiro que comigo se cruze. O presumível infeliz, desgraçadamente muitas das vezes é o meu filho, que mal vislumbra de relance o meu olhar furibundo, ensaia um hábil jogo de cintura e,  lesto, passa por mim, no longo e estreito corredor da casa, como se não me visse.

Através das divertidas narrativas, que têm como cenário uma velha fábrica, o autor do Blog Rei dos Leitões, detentor de uma agudeza de espírito e sagacidade invulgar, demonstra um impressionante desembaraço e destreza na arte de extrair das vulgares cenas do dia-a-dia, o caricato que nelas existe, recriando-o imaginativamente na história e nas personagens desta tão divertida senda da fábrica. Simultaneamente, revela uma grandiosidade de alma, quando modela a personagem do Cossa, malandro e bruto que nem uma porta, mas com um coração de ouro e do tamanho do mundo, que se adivinha capaz de dar a própria vida pelo seu amigo de sempre. É esta cumplicidade entre os dois amigos, não obstante as diferenças  existentes entre eles, que não constam ser obstáculos para acalentarem entre si um profundo sentimento fraternal, que tanto nos enternece. Um bem-haja a todos os que assim sentem!

“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.

Sobre o significado de LEMNISCATA:
LEMNISCATA: “curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante.” Lemniscato: ornado de fitas Do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora) Acrescento que o símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.
Texto da editora de “Pérola da cultura”

Segundo as regras este prémio é para ser atribuído a 7 blogues e os meus 7 são:

Congeminações

Direito de Opinião

Dispersamente

Macroscopio

O Melhor Blog Sobre Nada

Oficina das Ideias

Ponto de Cruz


amizade

Parque da Cerca

Publicado por: Milu  :  Categoria: FLAGRANTES DA VIDA, Parque da Cerca

parque-da-cerca

“Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.”

ESOPO

Hoje, neste dia feriado, que me está a saber tão bem,  um dia para fazer nada ou, melhor ainda, para fazer apenas o que me apetece, venho falar-vos do Parque da Cerca, um parque lindíssimo sito na Marinha Grande,  cidade onde faço a minha vida, por enquanto, já que o dia de amanhã ainda é desconhecido, e, aqui a miúda, é receptiva à mudança!  Porque o pior de tudo é a estagnação e não sei se estou para isso…

Já agora, porquê o Parque da Cerca e não outro assunto qualquer?

Porque hoje ao passar pelo dito parque, dei pela falta de uns determinados adereços que dele faziam parte. Estou a referir-me a uma espécie de colunas de madeira que se encontravam dispersas um pouco por toda a área do parque, onde haviam sido impressos alguns textos e poemas alusivos aos direitos da criança,  elaborados por alunos de diversas escolas. O artigo nº15 coube ou foi escolhido, não sei bem, pelo meu filho, que se aprestou a fazer um poemazinho que muito me admirou, até porque pela parte que me toca, nunca fui capaz de versejar, nem de rimar com coisa alguma e depois até me parece que não é desajeitado de todo!… Esqueçam os meus olhos de mãe,  não são sempre cegos, conheço-lhe muito bem os defeitos, oh, se conheço!  Este filho tem muito de meu, afinal! Refiro-me aos defeitos…

O Miguel, meu filho, foi convidado a fazer um texto, um poema, fosse o que fosse, tendo como tema o artigo nº15, constante da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Artigo 15.º

1. Os Estados Partes reconhecem os direitos da criança à liberdade de associação e à liberdade de reunião pacífica.

2. O exercício destes direitos só pode ser objecto de restrições previstas na lei e que sejam necessárias, numa sociedade democrática, no interesse da segurança nacional ou da segurança pública, da ordem pública, para proteger a saúde ou a moral públicas ou os direitos e liberdades de outrem.

Pois bem, ele fez isto:

poema

poema

Durante bastante tempo estas colunas que ostentavam a criatividade das nossas crianças permaneceram no local, hoje, ao passar numa rua adjacente, pude confirmar que não existem mais. Senti-me como se me tivessem arrancado um bocado da alma! Que diabo! Aquilo significava para mim uma parte do meu filho, era um bocadinho dele que ali existia! Às primeiras impressões fiquei atordoada, depois, bem, resignei-me, como tantas vezes tenho feito, acerca de tantas outras coisas… Ainda bem que num dia qualquer a destilar baba  de vaidade e orgulho por todos os poros, resolvi tirar estas fotos do poema, afinal, são um documento do  seu passado, ao qual não presta a mínima atenção, é certo, porque na idade dele, apenas se olha em frente, rumo ao futuro!

Mas também para ele vai chegar o dia em que sentirá a necessidade de se quedar por uns instantes que seja e dizer para os seus botões: Deixa cá ver o que na minha vida já fiz, ou aquilo que um dia fui! Quem é que nunca sentiu curiosidade de vasculhar  no baú das memórias e descobrir os esqueletos de uma vivência passada?

Se o meu filho vê isto mata-me! Dentro de dois ou três dias, quando aqui chegar para fazer um novo backup, vai ser uma desgraça nestas paragens! Vai dizer-me – como sempre diz – que estou a meter-me na vida  e nas coisas dele!  Com 18 anos já  é todo muito senhor! 😛

E porque considero o Parque da Cerca um local deveras aprazível, não resisto ao impulso de vos deixar mais umas fotos para documentar esta maravilha!

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Parque da Cerca

Informação técnica, retirada daqui

Natureza e Características da Obra:

A área total de intervenção são aproximadamente 70 mil m2 que inclui uma ampla zona verde, de recreio e de lazer, atravessada por eixos radiais  pedonais, neste parque podem-se encontrar uma série de equipamentos  entre os quais  a construção de uma praça central, um espelho de água, parque infantil, área de desportos radicais com uma pista de skate e uma parede de escalada e um espaço para eventos ao ar livre. O espelho de água tem 2800 m2, aproveita uma linha de água natural  – a Ribeira das Bernardas; ao nível dos pavimentos houve a preocupação de manter a tradição da zona com materiais clássicos como a calçada de calcário e o pavê cerâmico; em termos de quantidades foram efectuados 8 mil metros de tubagens lineares eléctricas e 8 mil metros  de tubagem lineares para o sistema de rega, 120 candeeiros, 9 mil m2 de calçada, 63 mil de pavê cerâmico e 7 mil m2 de pavimento de pó de pedra estabilizado; 4 mil ton. de seixo rolado para o lago artificial; 24 mil m2 de relvado; 15 mil arbustos 600 árvores de diferentes espécies;