Maldito queijo!

Publicado por: Milu  :  Categoria: FLAGRANTES DA VIDA, Maldito queijo!

Um dia nunca será mais do que  aquilo que fazemos dele. Pratique ser um realizador!”

JOSH HINDS

Em seguimento ao post anterior, no qual vos falei das minhas férias, que me levaram até Lisboa no dia do incêndio do Chiado, veio-me à memória um episódio que comigo aconteceu e do qual levei algum tempo a recuperar, devido à imensa vergonha que me causou! E a minha vergonha não foi por pudor, não senhor, nem que eu fosse alguma donzela, foi antes pelo facto de me ter sentido completamente estúpida! Confesso aos meus estimados visitantes, que estive a considerar a hipótese de não partilhar convosco esta minha história, por ser um tanto malandreca. Mas, após alguma meditação, decidi mandar os pergaminhos às urtigas e até pensei: Olhem que gaita! Quando na  Assembleia da República, um ministro argumenta para a oposição, com gestos que simulam um par de chifres, que ainda por cima têm um destinatário definido, que mal pode haver então, neste meu inocente acontecimento, se comparado, evidentemente, e que mais parece uma anedota?

Pois, então, aqui vai e que se lixe o recato:

Em tempos, sempre que ia a Lisboa e me deslocava ao Chiado, aproveitava a oportunidade para visitar a loja Martins & Costa, que na altura se situava na rua do Carmo. Este estabelecimento importava e comercializava produtos de alta qualidade, e eu que o diga, comprava lá um queijo branco, muito saboroso, que gostava de comer à colherada, como se fosse um pudim! Pois num dia em que lá me encontrava para comprar uma embalagem do dito, tive a graça de ser abordada por um funcionário que, muito solícito, se encarregou de me prestar ajuda, aconselhando-me sobre os diversos queijos expostos. Não me fiz rogada e aproveitei a boa vontade do empregado, que me ia respondendo adiantando que sim, esse queijo é muito bom, porque assim e porque assado. Bem! Às tantas, num gesto espontâneo, sem pensar, peguei num queijo provolone, tal como mostra a figura e, com ele na mão, olhei para o empregado e perguntei:

– E este? É bom?

provolone

De imediato vi o indivíduo virar a cara para o lado ao mesmo tempo que tentava reprimir um sorriso malandro, sem no entanto o conseguir. Meio atordoada, só então fiz a analogia… Maldito queijo! Fiquei tão encavacada que se houvesse ali um buraco no chão, tinha-me atirado de cabeça e de braços abertos por ele abaixo! Apetecia-me morrer!