Piquenique fora de série

Publicado por: Milu  :  Categoria: Piquenique fora de, PORTUGAL

 

«À sombra de um chaparro»

Um dia bem passado!

É isto que todos costumamos dizer, quando passamos um dia descontraído, nas cantorias, a comer e a beber, em alegre e sã confraternização.

Pois foi isso mesmo que aconteceu na Mata Nacional de Cabeção, no 22º Piquenicão Festa Nacional Murpi (Movimento Unitário de Reformados Pensionistas e Idosos), cujo lema é  «a valorização de todas as expressões de cultura, canto, música, dança e teatro e também o direito a intervir activamente na defesa dos seus direitos. Ou seja, lutando por  melhores condições de vida e o direito a envelhecer com direitos. A Marinha Grande não poderia deixar de estar presente!

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O convívio, a confraternização

Cidade da Música

Publicado por: Milu  :  Categoria: Cidade da Música, PORTUGAL
Fig. 1 – Centro Cultural Raiano

 

Hoje, 21 de Maio, Dia Nacional das UTIs (Universidades da Terceira Idade), visitei o Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, que foi neste dia, palco de danças e cantares dos alunos das Universidades Seniores de Seixal, Linda-a-Velha, Idanha-a-Nova e Marinha Grande.

Idanha-a-Nova teve a sua origem num castelo erguido em 1187, por ordem de Gualdim Pais. Os vestígios da antiga cinta de muralhas medievais resistem e do seu cume é possível desfrutar de uma vista panorâmica verdadeiramente espectacular.

Merecem destaque os antigos Bairros do Pandricão, núcleo primitivo da povoação, e dos Loucei­ros, onde se encontram 3 grandes fornos comunitários de cozer louça, que apesar de já não cumprirem as suas funções, estão acessíveis e em bom estado de conservação. Estas estruturas são exemplo de uma actividade que teve grande importância no concelho e que hoje praticamente desapareceu.

Uma actividade que subsiste é o fabrico do Adufe. Fabricado em pele de ovelha, com uma armação de madeira. Este instrumento musical é uma das peças artesanais mais características desta região, feito com o saber ancestral dos artesãos locais e pelo Centro de Artes e Ofícios. Com uma sonoridade muito própria tem o seu ponto alto na romaria da Senhora do Almortão. O seu santuário, a poucos quilómetros, é de fundação antiquíssima, sendo mencionado no foral de Idanha-a-Velha datado de 1229, no reinado de D. Sancho II.

Fig. 2 – Adufe de Idanha-a-Nova

A 11 de Dezembro de 2015 a UNESCO considerou Idanha-a-Nova como Cidade da Música, como parte do programa Rede de Cidades Criativas.

CULTURA

Situado na Avenida Joaquim Morão Lopes Dias, o Centro Cultural Raiano,  criado em Idanha-a-Nova, com um acervo composto por 11 mil livros, 230 colecções de revistas e milhares de documentos classificados em mais 600 temáticas, constitui o centro de referência disciplinar, técnica e funcional que desenvolve e coordena as acções básicas de pesquisa, preservação e comunicação referenciadas no património cultural, assumindo um papel preponderante na programação cultural do Município de Idanha-a-Nova.

Idanha-a-Nova foi considerado o  primeiro Bio Concelho de Portugal, onde o CDR desempenhará um papel incontornável.

“o conceito de Bio Concelho vai além da produção biológica, da economia verde e do turismo sustentável. É um compromisso que envolve toda a sociedade na promoção de valores que interessa transmitir às gerações futuras, com a ambição de oferecermos um mundo melhor aos nossos filhos”

Presidente da Câmara de Idanha-a-Nova

Exemplo de uma espécie cultivada em Idanha-a-Nova, a maior área cultivada em Portugal, é a produção de mirtilos.

Fig. 3 – Mirtilos

NO CENTRO DA PENÍNSULA IBÉRICA

Idanha-a-Nova é uma vila portuguesa no distrito de Castelo Branco, região Centro e sub-região da Beira Interior Sul, com cerca de 2352 habitantes (INE/2011). É sede do quarto município mais extenso de Portugal, com  1412,7km² de área, mas apenas com 9 716 habitantes (2011, Pordata) subdividido em 13 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penamacor, a leste e sul pela Espanha, a oeste por Castelo Branco e a noroeste pelo Fundão.

ACESSIBILIDADE

A meio caminho entre Lisboa e Madrid, o Concelho de Idanha-a-Nova não podia estar melhor localizado. Com a autoestrada da Beira Interior (A23) e o IC31 até à fronteira das Termas de Monfortinho, dispõe actualmente de boas acessibilidades, a apenas 286 km de Lisboa. Pela autovia Cória/Navalmoral de la Mata e Cáceres, são apenas 320 km até Madrid e muito menos até Cáceres, Badajoz e Salamanca. No seu interior, apresenta uma rede de estradas nacionais e municipais em bom estado de conservação.

Ainda sobre  CENTRO CULTURAL RAIANO e a sua VERTENTE MUSEOLÓGICA,  o verdadeiro motivo pelo qual me dediquei a elaborar este post já que gostei imenso e onde me deliciei a tirar fotos!!:

A VERTENTE MUSEOLÓGICA

Projecto da autoria do Arqº Luís Marçal Grilo, o Centro Cultural Raiano estende-se por cerca de 2800 m2. Compreende várias salas de exposição, um auditório com cerca de 260 lugares, espaços polivalentes e de trabalho, distribuídos em torno de um grande jardim interior. A completar este conjunto, no exterior, encontra-se o Anfiteatro com capacidade para cerca de 1000 lugares.

Ao longo de 20 anos de actividade, tem apresentado um leque diversificado de produções, quer na componente das artes do espectáculo, quer na vertente museológica, responsáveis por muito do reconhecimento que Idanha-a-Nova tem recolhido, em Portugal e no estrangeiro, pelo seu dinamismo e programação culturais.

Tem uma exposição permanente sobre a agricultura nos campos de Idanha.

Arqueologia: espólios de vários contextos arqueológicos, destacando-se os provenientes do Complexo Monumental de Idanha-a-Velha. Artes plásticas: a fotografia é o principal acervo, estando representados diversos autores.

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NO ALMOÇO NO SÍTIO DA FEIRA

ACTUAÇÃO DAS UNIVERSIDADES SENIORES PARTICIPANTES NO EVENTO