Finalmente de Férias!

Publicado por: Milu  :  Categoria: Finalmente de Férias!, FLAGRANTES DA VIDA

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“Tire férias. As lembranças não terão preço.”

H. JACKSON BROWN

Finalmente estou de férias. Durante uma semana, o tempo que duram as minhas férias, acabaram-se para mim os toques do despertador. Os relógios vão jazer impávidos e serenos no  fundo de uma gaveta!

Só de pensar nisso sinto-me tão feliz.

Porque  eu amo a liberdade!

Ah! Mas estarei sempre convosco!

Equador

Publicado por: Milu  :  Categoria: Equador, LIVROS

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EQUADOR

De

Miguel Sousa Tavares

Miguel Andresen de Sousa Tavares nasceu na cidade do Porto no dia 25 de Junho do ano de 1952. Iniciou a sua vida profissional na advocacia, actividade que abandonou ao enveredar pela carreira de jornalista, a partir da qual veio a encetar um novo percurso na produção da escrita literária. A sua obra é vasta e variada, indo desde crónicas a reportagens até às produções literárias. “Sahara, A República da Areia”, editado em 1985 e que foi o seu primeiro livro, consta de uma grande reportagem sobre o Sahara. A seguir lançou uma obra composta por crónicas políticas em “Um Nómada no Oásis”, que veio a ser completada posteriormente, com uma segunda edição denominada de “Anos Perdidos”. Publicou em 1998 uma obra sobre viagens “Sul” e um livro infantil, “O Segredo do Rio”, e ainda uma edição de pequenos textos e contos denominados “Não te deixarei morrer David Crockett”. Estreou-se como romancista com a obra “Equador”, editada pela primeira vez no ano de 2003 e que vendeu mais de 250 mil exemplares, razão pela qual foi reeditada nesse mesmo ano. O sucesso desta obra foi de tal modo significativo que acabou por ser lançada internacionalmente, no Brasil, Holanda, Alemanha, República Checa, Espanha e América Latina. No ano de 2007 publica o livro “Rio das Flores”, com uma tiragem de 100 mil exemplares. Mais recentemente publicou “No teu deserto”, um quase romance, no dizer do jornalista e escritor, que nos traz a narrativa de uma viagem ao deserto. Actualmente colabora no jornal Expresso e na estação de televisão TVI onde é comentador. Detém no jornal “A Bola” uma coluna de nome “Nortada”, onde escreve semanalmente. Ao longo dos últimos anos Miguel Sousa Tavares  tem vindo a tornar-se polémico devido a algumas das suas declarações que geraram controvérsia.

“Equador” é um romance histórico da autoria do jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares que nos remete para os primórdios do século XX, mais precisamente no ano de 1905, um período caracterizado por grandes tensões políticas a par de um crescente e agudizado descontentamento popular, situação que ameaçava seriamente a estabilidade do Estado e a continuidade da Monarquia. Como se isto não bastasse, D. Carlos de Bragança deu por si a braços com uma nova e inesperada frente de guerra, consistindo esta, numa intempestiva imposição oriunda de Inglaterra, que devido ao seu teor a muitos fez lembrar um Ultimatum, melhor dizendo, o famigerado mapa cor-de-rosa, que tanto envergonhou e continua a envergonhar, que é mesmo assim, todos aqueles que sempre se sentiram portugueses de alma e coração. Inesperadamente, os ingleses decidiram exigir a Portugal, que de uma vez por todas, pusesse fim à mão-de-obra escrava, que se dizia existir em S. Tomé e Príncipe, nas roças de exploração do cacau, pretendo-se com esta tomada de posição obter  iguais circunstâncias comerciais, já que os ingleses, também eles, mantinham explorações de cacau na Nigéria, no Gabão e nas Antilhas Britânicas. Contudo, D. Carlos julgava ter razões de sobra para suspeitar, que os verdadeiros motivos que incomodavam os ingleses, estavam  mais relacionados com a considerada elevada qualidade do cacau e até do café, explorados nestas ilhas portuguesas, do que com a presumível concorrência promovida pela utilização do trabalho escravo. Ainda assim, e não sem algum constrangimento, achou por bem acatar as malfadadas condições e coagiu com a Inglaterra no sentido de procurarem uma solução satisfatória para as duas partes.

Urgia convencer os donos das roças, para que deixassem de fazer tábua rasa da lei estabelecida e respeitassem os termos dos contratos de trabalho na altura existentes. Devido ao carácter delicado da situação, D. Carlos aceitou o parecer do Conselho Régio e apelou para os serviços de Luís Bernardo, um cidadão que se tinha feito notar nas questões da política ultramarina, após ter publicado alguns artigos de opinião nos mais importantes jornais, que lhe vieram a granjear fama de grande entendedor da causa colonial. Bem-nascido e licenciado em advocacia, Luís Bernardo era um homem habituado ao que a vida tem de melhor, mulheres, boa mesa e uma situação económica que lhe permitia levar a vida com um sorriso estampado nos lábios. Todavia, viu o destino trocar-lhe as voltas,  quando se perdeu  de amores por Marília, uma mulher casada. Após ter sido nomeado Governador da Província Ultramarina de S. Tomé e Príncipe, depois de muito  ter pensado, aceitou resignado  essa incumbência no desterro da longínqua colónia, quanto mais não fosse, para se redimir da sua inconsequente conduta, ao deixar-se envolver sentimentalmente pela mulher proibida. Chegado a S. Tomé e Príncipe de imediato se apercebeu das enormes dificuldades inerentes à sua missão.  Os infaustos confrontos com os donos da roças, que unidos pela mesma causa, não se pouparam em esforços no sentido de  se oporem  às  orientações  do jovem e incauto governador, não se fizeram esperar!  E mais uma vez Luís Bernardo conheceu um amor intenso, tão intenso, que  levaria à sua perdição!
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Equador

Encanto-me, logo existo!

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Encanto

“A beleza das coisas está no espírito de quem as contempla.”

DAVID HUME

Por fim eis-me aqui. O tempo foi passando sem que tivesse postado algo de novo para actualizar o blog. Terminei de ler um livro e já vou na leitura de um outro.  Já devia ter feito um resumo do primeiro, mas não me tem apetecido escrever! Logo eu! Que tanto gosto de escrevinhar e de transmitir os meus pensamentos. Por outro lado, também é verdade que nem sempre me apetece dar largas aos devaneios do espírito! Porque quando escrevo digo o que sinto, faço-o sem rodeios e sem que me preocupe em disfarçar seja o que for. Nem por um instante sequer,  me assoma o melindre por assim revelar o meu sentir. Faço mesmo questão de não pôr arreios na alma!

Para escrever preciso de estar sob um determinado estado de espírito, que pode ser despoletado por acontecimentos especiais ou, até, pelas coisas bem simples da vida. Tão simples, que há quem passe por elas sem que disso dê conta! Mas, pela parte que me toca, soube manter ao longo da minha vida, a capacidade instintiva para me maravilhar e sentir prazer nas coisas mais elementares e inerentes da vida, como por exemplo, quando acordo numa manhã luminosa de sol a ouvir o chilrear e o trinar das aves, que desconfio terem feito ninhos, algures nos recônditos do telhado da minha casa. Ou, quando no conforto da minha cama ouço lá fora, na rua, chover a cântaros e  o sopro lancinante do incansável vento. Toda eu me delicio quando sinto a pairar pela casa, o doce e reconfortante aroma dos bolos que cozem no forno, ou  do café, acabadinho de fazer. Coisas bem simples, mas que albergam em si o condão de me fazerem sentir bem!

Mas o que mais me encanta são os gestos gentis de que algumas pessoas são capazes, e que logo me fazem pensar que já ganhei o dia. Seja em situações de intenso trânsito na estrada, quando no cúmulo do desespero alguém me dá a oportunidade de passagem, seja numa fila de supermercado, ao cederem-me a vez por ter um número reduzido de compras, ou sempre que me oferecem uma palavra amiga e um espontâneo sorriso.

E mais satisfeita fico quando alguém me dirige um inesperado e belo elogio. Tal como me aconteceu há uns dias, quando participei com alguns comentários no blog Aldeia da Minha Vida, a propósito da Blogagem Colectiva, uma iniciativa que visa divulgar a cultura e as tradições dos mais diversos lugares, eleitos pelos participantes. E não é que um dos participantes, que apresentou um texto onde caracteriza a sua aldeia e ao qual fiz um comentário, me respondeu com outro, do qual  tanto gostei!

E quando nos sentimos assim, agraciados com  tão amável atenção, até o dia corre melhor! Parece que a vida nos sorri! Obrigada José Pinto! Por ter sido tão simpático! E, já agora, aproveito esta  providencial ocasião, para o congratular por ter ganho o primeiro prémio! Os meus Parabéns para si e para a  aldeia de Cabeça (Seia), por si tão venerada!

Respondendo à Milu:

Antes de mais, quero dizer-lhe que escreve muito bem. Fez uma descrição estupenda de pormenores que fazem falta nas linhas do meu texto.

Já espreitei o seu blogue. É muito espontânea. Tem uma visão crítica impressionante do tempo da sua vida. A sua personalidade está espelhada no realismo com que aborda “os Livros que lê”. É impressionante o detalhe com que descreve o pulsar da sociedade na época da biblioteca itinerante e da literatura de cordel. Aquela sua avidez pela leitura num país de leitura formatada…!

Agradeço o seu excelente comentário.
Abraço.

José Pinto


pensamento